O chip Wi-Fi mais comum do mundo
agora enxerga rádio.
Vários modelos de ESP32 têm um modo não documentado que entrega as amostras IQ brutas do rádio. Um microcontrolador barato vira um rádio definido por software — e, em arranjo com fase coerente, aponta de onde vem um sinal. Sete demonstrações do que isso permite num laboratório, do mais simples (um nó) ao mais ambicioso (o prédio inteiro com memória).
1 · Um nó só
Sem arranjo e sem sincronização: o caminho mais curto até o uso.
Diagnóstico de espectro
“Por que o Wi-Fi do laboratório está ruim?” Ocupação por canal, o micro-ondas do almoço e a troca de canal medida antes e depois.
Assinatura de máquinas
O ruído eletromagnético da centrífuga se afasta do normal dias antes da falha; ultrafreezer e estufa seguem normais.
Presença sem câmera
Enlaces de Wi-Fi entre ESP32 tremem quando alguém passa. Ocupação de área controlada e porta da câmara fria aberta — sem imagem.
2 · Vários nós, com direção de chegada
Arranjos com fase coerente apontam de onde vem cada sinal; a interseção dá a posição.
RF Sentinel
Um emissor novo aparece: o sistema detecta, localiza em 3D, compara a assinatura (“frequência igual, assinatura diferente”) e decide.
Ativos que se localizam
Etiquetas Bluetooth em termômetros, pipetas e caixas: “onde está o T-12?”, calibração vencida em uso e o rastro da caixa porta a porta.
3 · Espaço com memória
O histórico do ambiente vira algo que se consulta — e que se cruza com equipamentos e qualidade.
RF Black Box
72 h de espectro de três salas e um baseline por hora. Pergunte em português o que mudou, se já apareceu, o que veio antes das falhas.
Quality Twin
Evento RF, equipamento e controle interno convergem no mesmo espaço e janela. Correlação apontada, não causa afirmada.